domingo, 15 de abril de 2012

"EXPO POPLOUDED" DO ARTISTA PLASTICO CHARLES CHAIM, NA GALERIA 3058A - CURADORIA DE "ANNA GUERRA"


CHARLES CHAIM

Charles Chaim nasceu em Prata - MG. Aos 16 anos muda-se para Uberlândia onde cursou Jornalismo – trabalhou como repórter e editor de vídeo. Chaim sempre foi apaixonado pelas artes cênicas, no teatro atuou como ator e trabalhou com cenografia, o que impulsionou seu interesse pelas artes plásticas. Sua primeira exposição foi também um alerta sobre como utilizar melhor o nosso lixo, tralhando com colagem e pintura usou embalagens de pizza que se transformaram em pequenos painéis que eram também uma homenagem ao cinema. As experimentações artísticas continuaram com outros materiais recicláveis, nas mãos do artista caixas de sapato se transformaram em oratórios religioso. Há doze anos começou pintar telas, apaixonado pela cultura pop Chaim encontrou na pop art o caminho para se expressar.

Os retratos, os preferidos do artista, lhe renderam participações em grandes exposições como – Artistas Brasileiros, no Senado Federal – DF 2008 e as internacionais - Salon Du Carrousel Du Louvre – Paris 2009 - Artexpo – New York 2010, Art en Capital no Museu Grand Palais – Paris 2010. Em 2010 fez sua primeira exposição em São Paulo no Restaurante Mestiço intitulada PopPortrait.


Poplouded

O trabalho apresentado na mostra Poplouded do artista plástico mineiro Charles Chaim é uma coletânea de trabalhos em acrílica sobre tela onde se pode observar a paixão do artista pela cultura de massa. Chaim se utiliza de elementos da pop art para criar uma atmosfera carregada de cor e diversão. Portraits de grandes ícones de várias áreas como a música, a literatura, a arquitetura, a moda dão um colorido especial. A mostra traz ainda um passeio por paisagens urbanas. As telas feitas a partir de referências fotográficas fazem uma homenagem a um universo está sempre em transformação.









OBRA PROJETADA EM PAREDE

ANNA GUERRA E MICHELLE

ANNA GUERRA E O GRANDE ARTISTA DA NOITE CHARLES CHAIM

ANNA GUERRA E CHARLES CHAIM BRINDAM EM FRENTE A TELA  QUE O ARTISTA PINTOU EM HOMENAGEM A CURADORIA DO EVENTO
ANNA GUERRA, CHAIM E PATRICIA PATURY

O EVENTO 
XAVIER, ANNA GUERRA, EDUARDO KOBRA, E PATRICIA PATURY

KOBRA, GUERRA, CHAIM E XAVIER

AMIGA DO ARTISTA, A MODELO ADRIANA RAMOS E CHAIM
ROGERIO CUNHA, ADRIANA RAMOS, CHAIM E GUERRA
ROGERIO CUNHA, XAVIER, THIAGO GUERRA ,KOBRAENTRE AMIGOS 
ANNA GUERRA FELIZ COM OBRA PINTADA PELO CHAIM

AMIGOS EM FESTA

TELA DE CHAIM PROJETADA EM  ANNA GUERRA 

 EDUARDO KOBRA E ANNA GUERRA

 XAVIER E ANNA GUERRA

 TELA DO CHAIM "ANNA GUERRA"

TELA DO CHAIM " JULIANA GEVAERD"

UM ABRACO QUERIDO DE ANNA GUERRA E CHAIM


VERENA , ISIS IGA E FABI DO STUDIO 46

BINHO DIAS, VERENA MORAES, ISIS IGA, FABI E ANNA GUERRA
 MICHELLE ABU

 AMIGA, ROSALI LEAO E CHAIM

 TALLES AUGUSTO E CHAIM




 MICHELE ABU E  Erika Franco.






ZE ALBERTO BARCELOS, CHAIM E KARINE TELLES

ALGUMAS FTS DESTA POSTAGEM FORAM TIRADAS PELO FOTOGRAFO  Rogerio Cunha

terça-feira, 27 de março de 2012

Coquetel de Finissage - Expo Transmutação da artista plástica Clélia Apostel

No dia 29 de março, próxima quinta-feira, teremos o coquetel de finissage da artista plástica Clélia Apostel, na Galeria 3058A.


Das 18h às 22h.


Local: Rua da Consolação, 3058. - Jardins.
Entre Al. Franca e Al. Tietê.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Artista Plástica Anna Guerra ilustra peça comemorativa aos 40 anos da Procenge

Artista Plástica Anna Guerra ilustra peça comemorativa aos 40 anos da Procenge


Anna contou ao Procenge News um pouco sobre seu trabalho e a obra Bonecas de Dona Lia - Bandeira do Brasil, que ilustra a capa dos cadernos comemorativos ao ano 40 da Procenge.
Anna Guerra nasceu no Recife e foi criada em Carpina, no berço do Rio Capibaribe. Vinda de uma família de artistas, descobriu cedo sua vocação para as artes. Apaixonada pela atmosfera nordestina e pelo ambiente dos engenhos, a artista retrata o cenário e a cultura do nordeste brasileiro em suas obras, principalmente o universo feminino. Antes de seguir a carreira artística, Anna chegou a cursar veterinária e arquitetura, mas desistiu da vida acadêmica para seguir pintando e criando. Em 2002, participou da sua primeira exposição coletiva, junto com mais 16 artistas, e neste mesmo ano realizou também sua primeira exposição individual com o nome de “Carnaval, Sonhos e Fantasias”. De lá para cá não parou mais de expor o seu talento, participando inclusive de diversas exposições internacionais, como o Salon National Des Beaux Arts, no Museu do Louvre, em Paris, e a Artexpo New York. Em 2010, foi condecorada com o título de Membro da Academia Brasileira de Belas Artes do Rio de Janeiro. Atualmente, Anna é curadora do espaço Galeria 3058A, em São Paulo.
(Procenge News) Quando você começou a pintar?
(Anna Guerra) Desde muito criança já apresentava meus primeiros dons artísticos, mas a idade que mais me lembro foi aos 5 , onde já fazia figurinos de papel crepom para teatro da escola, além de pintar capas de cadernos das minhas colegas de classe.
(PN) Apesar de ser integrante de uma família de artistas, você chegou a tentar outras profissões. Como você descobriu sua verdadeira vocação e o que te levou a se dedicar exclusivamente à arte? 
(AG) A vocação já existia, mas filha de agropecuarista e amante de cavalos e do meio rural, influenciada pela família prestei meu primeiro vestibular para veterinária, desistindo no 5º período da faculdade. Anos mais tarde prestei vestibular para arquitetura, achando ser a profissão ideal, mas desisti logo em seguida para trabalhar apenas com arte ou movimentos ligados à arte e cultura.
(PN) Você já deu aulas de pintura para pessoas de todas as idades. Você acha que qualquer pessoa pode pintar?
(AG) Já dei aulas para todas as idades, inclusive para pessoas especiais, me surpreendendo e aprendendo com cada um deles. Uma espécie de arte terapia não intencional, rsrs…ao acaso. Qualquer pessoa é capaz de pintar. O “querer aprender” é o primeiro sentimento de identificação com a arte de uma forma geral. Mas, como na matemática, existem algumas técnicas básicas para o aprendizado, mas o dom de continuar exercendo a profissão se aplica como a qualquer outra, gostar ou não gostar do que faz. Quando se gosta, estuda e vai além, se aperfeiçoando, cada obra um novo traço, uma nova descoberta. Quanto mais exercer o ato de pintar, mais experiência vai adquirindo. Eu digo que o principal estudo da arte é o olhar, aprender a ler a obra sob o olhar da descoberta. Como será que se faz isso ou aquilo? Digo que estou estudando, quando me encontro observando obras de outros artistas. Existe realmente uma leitura cromática sob meu olhar. Eu vejo a obra de traz pra frente e não simplesmente o que está retratado nela. Complementando, como em tudo na vida, existem os gênios, aqueles que nascem prontos.

Obra Manipulação
(PN) Suas obras costumam retratar o Nordeste e principalmente a figura feminina. Qual a sua visão sobre este universo?
(AG) Apaixonada pela atmosfera nordestina e pelo ambiente dos engenhos, quase sempre retrato o cenário e a cultura do Nordeste brasileiro em minhas obras, principalmente o universo feminino. Ao pintar as mulheres nordestinas, tento transmitir uma força e solidez que nem sempre estão presentes na realidade dessas pessoas.
Nas minhas obras predominam os tons pastéis contrastados com as cores vivas e as formas bem definidas, característica que varia de acordo com o momento, o meu momento. Cada quadro apresenta um recado que tento transmitir com figuras simbólicas, mostrando a força da mulher nordestina, sua determinação e garra, a luta com um mundo nem sempre hospitaleiro e, muitas vezes, hostil. A ausência de olhos em alguns quadros representa a valorização de emoções internas, uma vez que conto através das cores, histórias sem versos, histórias de luta, de garra, histórias folclóricas, de crenças, histórias do cotidiano, histórias de um povo vencedor, histórias do Nordeste. Histórias, quem sabe, vividas por mim. Às vezes penso que me pinto.

Obra Rua das Tamarinas
(PN) Quais artistas influenciam seu trabalho?
(AG) Há quem diga DiCavalcanti ou até mesmo Tarcila do Amaral, mas só fui conhecer a obra destes e outros modernistas muito depois, sou Auto Didata. Carybé, este sim é minha maior admiração, mas com o decorrer dos anos fui observando que outros modernistas estavam presentes em minha obra como se eu tivesse vivido cada um deles.
(PN) Qual a sua opinião sobre iniciativas de empresas, como a Procenge, que incorporam a arte e a cultura em ações de relacionamento?
(AG) Sou criadora do projeto Raízes, que está diretamente relacionado ao apoio de iniciativa Privada, pois os acessos às iniciativas públicas são mais restritos. Esta ideia fomenta os segmentos da cultura – produção, circulação, preservação e difusão, incentivando a ampliação das oportunidades de criação por parte dos artistas; contribui com a construção permanente de uma cidadania que incorpore a memória e a diversidade da sociedade, ampliando o acesso à cultura; possibilita a quebra de mensagens pré-formuladas, divulgando a imagem de um país plural; leva ao conhecimento do público o trabalho de artistas; expõe os trabalhos dos artistas a um público cada vez maior, contribuindo para o enriquecimento cultural brasileiro; facilita a divulgação de conhecimentos artístico-culturais; contribui para uma visão crítica brasileira no tocante a sua multiculturalidade; oportuniza maior acesso da população aos bens culturais; fortalece as estruturas já existentes e cria novas parcerias para a divulgação da cultura brasileira; divulga e promove a cultura brasileira, das mais diversas regiões, pelo mundo.

Obras Bonecas de Dona Lia - Bandeira do Brasil
(PN) O que você achou da experiência de ilustrar as capas dos cadernos comemorativos ao ano 40 da Procenge?
(AG) Uma vencedora, ganhando na loteria. Todos os objetivos do meu projeto caíram em minhas mãos, me engrandecendo e colaborando para que iniciativas como esta sejam cada vez mais realizadas.
(PN) O que você achou da escolha da obra Bonecas de Dona Lia – Bandeira do Brasil e o que ela representa pra você?
(AG) Dona Lina foi uma vencedora artesã que criou filhos e netos fazendo bonecas de pano. Um dia resolvi fazer um Brasil de bonecas de pano, um Brasil dos criadores, um Brasil dos artistas, artistas de mãos dadas, um artista divulgando outro artista, que ao mesmo tempo é fonte inspiradora de uma Arte! Representando uma união, um coletivo, uma quebra de preconceitos, um ciclo. Na minha vida sempre foi assim, a união faz a força. Dando as mãos, assim como vocês estão dando as mãos para este universo tão difícil de ser atingido! Tinha certeza que esta seria a escolha. Ninguém vive só!
Conheça mais o trabalho de Anna Guerra no sitewww.annaguerra.com.